quarta-feira, 25 de julho de 2012

MIRAGENS DE FUTURO


“Prosseguiremos com os projetos prioritários de aparelhamento das Forças, sem deixar de valorizar os homens e as mulheres que tornam esses projetos possíveis. (…) O país com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forças Armadas equipadas e qualificadas para cumprimento de suas
funções”
(Presidente Dilma Rousseff)

A publicidade oficial vem aproveitando a técnica prospectiva para veicular propaganda política nos assuntos de Defesa.

Acenando com cenários futuros invariavelmente otimistas, tenta aliciar os quadros institucionais e a opinião pública em favor de uma política errática. Para isso, as estampas com as metas para além de 2020 recebem ilustração midiática de efeitos deslumbrantes.

Contudo, a realidade concreta do cenário atual é premente. No contexto da Defesa, destacam-se três limitações estratégicas vitais, que resultaram do descaso governamental para com a Segurança Nacional, a partir de 1995: os sistemas de armas estão sucateados, a logística geral é insatisfatória e a
remuneração do pessoal  militar, defasada.

O despreparo do País para enfrentar uma crise externa é notório. A falta de um programa sistemático de substituição das unidades navais faz a esquadra tender à extinção. A Força Aérea Brasileira não consegue sequer definir a nova tecnologia de suas aeronaves de caça. O equipamento de artilharia antiaérea do Exército ainda pertence à geração analógica. E a maior parte do armamento leve em uso já teve a vida útil ultrapassada. Além disso, há que se considerar a precariedade dos níveis de estoque de munição e a
manutenção cara e praticamente inviável  dos sistemas arcaicos.

A dimensão humana, herdeira das tradições históricas, sofre o impacto da desmotivação. A remuneração média do pessoal militar situa-se 44% abaixo da média da categoria governamental menos favorecida – a dos servidores públicos da administração direta. É prudente considerar que a descrença alimenta a indisciplina. E a perda de controle da tropa pode ser perigosa, com o ficou demonstrado no saque de Antuérpia, em 1576.

Ocorre que os objetivos futuros devem ser projetados no presente, podendo ser aferidos pelos respectivos indicadores. E as propostas reais do Poder Executivo têm deixado de honrar o compromisso propagado. Ao contrário dos discursos políticos, a elaboração do orçamento anual permanece inteiramente condicionada pelo  conceito de série histórica, instituído em 1995, que limita o teto financeiro das Forças Armadas e impede que sejam contemplados os grandes projetos de reequipamento.

A baixa prioridade atribuída à Defesa é incompatível com os anseios de projeção externa, sobretudo o relativo à intenção de conquistar uma posição permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Portanto, o que demonstram os fatos é que o setor de Defesa marcha em progressão inexorável para um futuro cada vez mais degradado, sob o doce encantamento das miragens da propaganda.

Ante a expectativa de turbulências e incapaz de reverter a tendência declinante do PIB, o governo sacrifica a Defesa, enquanto justifica o desempenho pífio da economia com inócuos preceitos de uma vã “filosofice”:
“Uma grande nação não se mede pelo PIB, mas pelo que faz pelas suas crianças e adolescentes”. 


 Maynard Marques de Santa Rosa




O General Santa Rosa nasceu na vila de Canudos, atual cidade de Belém,
no Estado de Alagoas, e é oriundo da Arma de Infantaria, sendo aspirante da turma
de 1967. Foi promovido ao posto atual em 31 de março de 2006.
Além dos cursos regulares de formação e aperfeiçoamento, possui os de
especialização de Guerra na Selva (1969), Ações de  Comandos (1972) e
Operações em Montanha (1991).
Nos Estados Unidos da América, realizou o Curso de Política e Estratégia do
Army War College, em 1988 e 89.
Como Oficial Superior, serviu no Comando Militar da Amazônia (CMA), foi
instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), por seis
anos, e coordenador do Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do
Exército (CPEAEx), comandou o 11º Batalhão de Infantaria de Montanha, em
São.João d’El Rei - MG, foi chefe da Divisão de Contra-Inteligência do Centro de
Inteligência do Exército (CIE) e Assistente do Chefe do Gabinete e Subchefe do
Gabinete do Ministro do Exército.
Como Oficial General, comandou a 10ª Brigada de Infantaria Motorizada
(Recife/PE), foi 4º Subchefe do Estado-Maior do Exército (EME), comandou a
7ªRegião Militar / 7ªDivisão de Exército (Recife/PE), foi Comandante Militar do
Nordeste interino e Secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do
Ministério da Defesa (MD). Atualmente, chefia o Departamento-Geral do Pessoal,
em Brasília-DF.
O Gen Santa Rosa possui inúmeras medalhas e condecorações,
destacando-se a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina, a de Serviço
Amazônico com duas castanheiras, as das Ordens do Mérito Militar, Naval,
Aeronáutico, Judiciário Militar, sendo a mais recente, a da Ordem Estadual do
Mérito Renascença do Piauí.
Serviu em 27 (vinte e sete) Organizações Militares ao longo de 48 (quarenta
e oito) anos de serviço, dentro e fora da Força, sendo 10 (dez) anos na Região
Amazônica. 
O Gen Santa Rosa é casado com a Sra. Luíza Philomena Gonçalves de
Santa Rosa e tem um único filho, Maynard Júnior.

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