quarta-feira, 24 de julho de 2013

Leiam a introdução do novo livro de João Carlos Berka, ARTÍFICES DO ARMAGEDON



INTRODUÇÃO

Antes de tudo, isto é um romance. O que não significa,  que não seja estribado na realidade. O pesadelo aqui descortinado está sendo tecido, sub-repticiamente, em toda a América Latina. Na realidade, tratam-se de ações geopolíticas,descritas por dois autores distintos,com enfoques diversos, cujas obras são indispensáveis para a leitura do caos latino-americano:As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano e Polícia e Política. Relações Estados Unidos/América Latina, de Martha Huggins . 

Uma trata da sempiterna exploração da América Latina pelo Primeiro Mundo, e a outra, da transformação dos aparelhos de estado, de repressão, militar e inteligência latino-americanos, em polia de transmissão das políticas do Departamento de Estado norte-americano e do Pentágono.

Esta história foca a quinta coluna. Os inimigos internos. Os sapadores que precedem a invasão . 

Um general, amigo meu, nacionalista convicto e patriota exemplar, não cansa de manifestar-se no sentido de que não necessitamos de inimigos externos, já os temos de sobra, internamente. Maus brasileiros, maus argentinos, maus venezuelanos, enfim, maus latino-americanos.

Esta pretende ser uma historia da competência dos exploradores, dos invasores, dos que querem manter a colonização, através da junção dos parceiros do capitalismo internacional, gente sem escrúpulo, capaz de vender a própria mãe, com os inocentes úteis de uma revolução bolivariana, permitida, desejada e insuflada pelo primeiro mundo. Afinal, interessa ao Primeiro Mundo, uma América do Sul, socialista, fornecedora de comoditties e alimentos e reserva estratégica das necessidades básicas do mundo, dito, civilizado.

Aqüífero Guarani, minerais estratégicos, petróleo, biodiversidade amazônica, capacidade agriculturável, fazem parte do objeto de cobiça internacional, num mundo onde os recursos naturais estão exauridos. Para manterem o atual estágio civilizatório, o primeiro mundo necessita de um quintal. E por força de conseqüência, engordar o leitãozinho. 

Enfraquecer a alma sul-americana, com a destruição de seus valores, sua cultura, impregnando-a de estrangeirismos, apregoando uma globalização madrasta para os países em desenvolvimento, enfraquecendo e anulando suas forças armadas, corrompendo e cooptando seus aparatos de segurança, fazem parte da estratégia de dominação.

Esta é uma história dos canalhas e dos inocentes-úteis de ontem e de hoje, que por ironia são os mesmos : somente mais velhos. Não se reciclaram, não fizeram autocrítica. Falta-lhes humildade para admitirem os erros do passado. Falta-lhes darem-se conta de que não são iluminados, nem lhes cabe a tutela de seus povos!
Prestando-se ao papel de marionetes e títeres de interesses estrangeiros, traem seus povos, hipotecam o bem-estar de futuras gerações. Cumpre desmascará-los ! ...


                                                                                      JC Berka




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