Antes
de tudo, isto é um romance. O que não significa, que não seja estribado na realidade. O
pesadelo aqui descortinado está sendo tecido, sub-repticiamente, em toda a
América Latina. Na realidade, tratam-se de ações geopolíticas,descritas por dois autores distintos,com
enfoques diversos, cujas obras são indispensáveis para a leitura do caos latino-americano:As veias abertas da América Latina, de
Eduardo Galeano e Polícia e Política.
Relações Estados Unidos/América Latina, de Martha Huggins .
Uma trata da
sempiterna exploração da América Latina pelo Primeiro Mundo, e a outra, da
transformação dos aparelhos de estado, de repressão, militar e inteligência
latino-americanos, em polia de transmissão das políticas do Departamento de
Estado norte-americano e do Pentágono.
Esta
história foca a quinta coluna. Os
inimigos internos. Os sapadores que precedem a invasão .
Um
general, amigo meu, nacionalista convicto e patriota exemplar, não cansa de
manifestar-se no sentido de que não necessitamos de inimigos externos, já os
temos de sobra, internamente. Maus brasileiros, maus argentinos, maus
venezuelanos, enfim, maus latino-americanos.
Esta
pretende ser uma historia da competência dos exploradores, dos invasores, dos
que querem manter a colonização, através da junção dos parceiros do capitalismo
internacional, gente sem escrúpulo, capaz de vender a própria mãe, com os
inocentes úteis de uma revolução bolivariana, permitida, desejada e insuflada
pelo primeiro mundo. Afinal, interessa ao Primeiro Mundo, uma América do Sul,
socialista, fornecedora de comoditties
e alimentos e reserva estratégica das necessidades básicas do mundo, dito, civilizado.
Aqüífero
Guarani, minerais estratégicos, petróleo, biodiversidade amazônica, capacidade
agriculturável, fazem parte do objeto de cobiça internacional, num mundo onde
os recursos naturais estão exauridos. Para manterem o atual estágio
civilizatório, o primeiro mundo necessita de um quintal. E por força de
conseqüência, engordar o leitãozinho.
Enfraquecer
a alma sul-americana, com a destruição de seus valores, sua cultura,
impregnando-a de estrangeirismos, apregoando uma globalização madrasta para os
países em desenvolvimento, enfraquecendo e anulando suas forças armadas,
corrompendo e cooptando seus aparatos de segurança, fazem parte da estratégia
de dominação.
Esta
é uma história dos canalhas e dos inocentes-úteis de ontem e de hoje, que por
ironia são os mesmos : somente mais velhos. Não se reciclaram, não fizeram
autocrítica. Falta-lhes humildade para admitirem os erros do passado.
Falta-lhes darem-se conta de que não são iluminados,
nem lhes cabe a tutela de seus povos!
Prestando-se
ao papel de marionetes e títeres de interesses estrangeiros, traem seus povos,
hipotecam o bem-estar de futuras gerações. Cumpre desmascará-los ! ...








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